A dinamite estava enterrada na propriedade de Laudelino Corrêa de Souza, 54 anos, preso em flagrante pelo crime de posse irregular de artefato explosivo, com pena prevista de 3 a 6 anos de reclusão. O material foi encontrado dividido em três sacos, dois em quantidade maiores, prontos para serem revendidos.
De acordo com a delegada Ana Cristina Feldner, que coordena as investigações, a Polícia suspeita que os explosivos pertençam ao mesmo lote de dinamites roubadas de uma mineradora em São José do Rio Claro ( 315 km a Médio Norte), em 2011. A delegada informou que o GCCO tinha informação que haveria 200 bananas e que parte dos artefatos explosivos ainda estejam escondidos na propriedade. “As investigações continuam e há indícios de mais explosivos enterrados naquela comunidade. A gente acredita que lá estava acondicionada grande parte da dinamite roubada aqui no Estado”, disse a delegada.
Ainda nesta semana, os policiais do GCCO retornam as escavações com ajuda de uma máquina da Prefeitura Municipal de Nobres, que cedeu uma retroescavadeira para o serviço. Todo o trabalho também conta com apoio de policiais civis de Nobres, sob o comando do delegado Wagner Bassi e de uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE), com policiais especializados no manuseio de explosivos.
Conforme Feldner, a apreensão é muito significativa para o trabalho de repressão aos ataques de caixas eletrônicos no Estado de Mato Grosso, pois em valores representam mais de 5 milhões que as quadrilhas deixaram de lucrar, além do prejuízo evitado aos bancos com a destruição das instalações das agências e dos transtornos causados à população. “Com essa apreensão os bancos estão deixando de ter o prejuízo do dinheiro, mais os dos danos causados as instalações das agências e os bandidos prejuízos imediato de 200 mil”, disse.
A delegada destacou ainda que o foco da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) é retirar das mãos dos bandidos o material explosivo, para assim começar a reduzir os números de ataques a caixas eletrônicos.
O delegado geral da Polícia Civil, Sebastião Finotto, também destacou a importância de retirar a principal ferramenta utilizada pelos bandidos para roubar terminais de autoatendimento no Estado de Mato Grosso e fora dele. “A apreensão vai reduzir o potencial ofensivo das quadrilhas que estão atuando nessa modalidade criminosa”, disse.
As investigações continuam para identificar os compradores e as quadrilhas que iriam usar os explosivos.

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